Saturday, October 23, 2004

Collateral


Ainda bem que há filmes assim.
Ainda noutro dia tinha ido ver “A Vila” e fiquei abismado com a imensidão daquele filme (também vindo de Shyamalan só podia ser uma obra assim). Faltava terror? Mais ainda que aquele que estava encarcerado nas personagens? No seu interior? Nos seus olhos? O saber que estavam cativos numa pequena aldeia? O saber que há algo maior à sua volta e não poder desvenda-lo? O facto de serem enganados durante toda a vida? Acho que só isso dá para “matar alguém de susto”.
Mas não é d’ ”A Vila” que quero falar, mas sim de “Collateral”, que merece mesmo ser falado… Bem falado. O novo filme de Michael Mann, com Tom Cruise (Vincent), que pela primeira vez o vejo como o Mau da fita. E penso, finalmente há outro filme em que gosto da personagem interpretada por Tom Cruise, pois raros são os filmes em que consigo achar piada ao homenzito, como o “Magnólia” ou o “Vanilla Sky” em que sejam talvez os filmes que façam dele uma personagem muito boa.
Neste entra também Jamie Foxx, (Max), um actor cómico, que entra aqui como um homem triste que trabalha como taxista para perseguir um sonho. Totalmente o contrário daquilo que Jamie está habituado a fazer (comédia).
E para finalizar entra Jada Pinkett Smith (Annie), uma advogada de sucesso que dá uma ajudinha para a “hybris” de Max.
É um filme que faz uma pessoa ficar imóvel na cadeira, colado ao enorme ecrã, envolto numa banda sonora realmente boa e em diálogos inteligentes e sentidos. Daqueles que uma pessoa fica horas e horas a recorda-lo depois dele ter acabado. É um daqueles que dá atenção aos pormenores… Que se pode dizer mais? É Bom!
E pensar que seria uma noite como tantas outras…


Gabriel Braga

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